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O que aconteceu com o ritual de ir ao cinema?

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  Foto: Divulgação. Durante muito tempo, ir ao cinema foi mais do que assistir a um filme. Era programa, ritual, experiência coletiva. Escolher a sessão, sair de casa, comprar ingresso, sentar na poltrona e esperar a sala escurecer fazia parte de um hábito que movimentava não apenas a indústria, mas também a forma como as pessoas viviam o entretenimento. Hoje, esse ritual parece estar passando por uma mudança importante. Nem mesmo os grandes blockbusters, com orçamentos milionários e campanhas globais, garantem mais o resultado de antes. O cinema segue movimentando cifras enormes, claro, mas já não encontra o público com a mesma facilidade. Produções caríssimas vêm ficando abaixo das expectativas, e até franquias que antes pareciam imbatíveis começam a sentir o desgaste. Mas talvez a questão mais interessante não esteja apenas nos números. O que está em jogo também é comportamento. Ir ao cinema ficou caro. Em muitos casos, um ingresso somado ao tradicional combo de pipoca e...

A Era sem contato

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                                      SA Ú DE TOTAL CONVERSAS PSICANALÍTICAS COM O DR. EDUARDO BAUNILHA                                          A ERA SEM CONTATO Noreena Hertz conta de uma experiência que teve em um mercado em Manhatan em que sendo monitorada por muitas câmeras não encontrou ninguém para ajuda-la em suas compras - se acaso tivesse alguma dúvida – mas apenas terminais, leitores de códigos de barras para fazer o pagamento. Além da solidão do local, tinha o silêncio que a incomodou muito. Não havia interações. Apenas consumidores tendo uma relação bem objetiva com a máquina. Entendemos que esta é uma tendência que cresceu muito após a pandemia, mas o que isso está fazendo conosco. Talvez seja esta a grande pergunta que devemos levantar: o que toda mudança social incide s...

Márcia Conrado se consolida como referência nacional em gestão pública municipal

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          Márcia Conrado se consolida como referência nacional em gestão pública municipal No coração do sertão pernambucano, onde cada avanço é fruto de luta e perseverança, a prefeita de Serra Talhada, Márcia Conrado , construiu uma gestão marcada por presença, compromisso e cuidado com as pessoas. Sua trajetória ultrapassou as fronteiras do município e hoje é reconhecida também em Brasília como exemplo de liderança pública que transforma realidades com trabalho sério e sensibilidade social. Márcia é reconhecida por ministros do governo federal, por lideranças da base nacional do PT e pelo próprio presidente Luiz Inácio Lula da Silva como uma das melhores gestoras municipais do país. O reconhecimento não surge por acaso. Ele nasce de resultados concretos, de uma administração organizada e, principalmente, de uma forma de governar que coloca as pessoas no centro das decisões. Quem acompanha de perto a rotina da prefeita percebe um traço marcante: proximidade....

Vantagem competitiva invisível: empresas de alta performance

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Alta performance empresarial não é resultado exclusivo de estratégia, processos ou talento humano. Em ambientes organizacionais complexos, o desempenho sustentado depende também da qualidade do campo informacional que estrutura e influencia, de forma silenciosa, a tomada de decisão, o comportamento coletivo e a capacidade de execução. A gestão do campo informacional da empresa consiste na leitura, organização e estabilização dos padrões sistêmicos que operam no nível pré-operacional do negócio. Trata-se de um trabalho técnico sobre a matriz de coerência que sustenta o funcionamento da organização — o nível onde se originam ruídos decisórios, desalinhamentos de equipe, retrabalho crônico e perda de eficiência estratégica. Quando o campo informacional está fragmentado ou incoerente, a empresa tende a apresentar sintomas recorrentes: esforço elevado com retorno abaixo do potencial, dificuldade de tração comercial , conflitos persistentes na equipe, decisões que não se sustentam no ...

Como funciona a mente solitária

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                                    SA Ú DE TOTAL CONVERSAS PSICANALÍTICAS COM O DR. EDUARDO BAUNILHA                           COMO FUNCIONA A MENTE SOLITÁRIA A solidão é tão devastadora que ela atinge uma ação inconsciente extremamente necessária para a vida humana: a empatia. Diversos estudos têm mostrado que as pessoas solitárias têm uma resposta mais hostil às ações de outros, como o estudo da professora de Harvard, Jacqueline Olds. Ela diz que pessoas que são solitárias se revestem de uma casca protetora que nega a necessidade de companhia. Outro estudo revela que as pessoas solitárias têm um nível tão reduzido de empatia, como dizemos no início da conversa que, muitas vezes, ficam alheias ao sofrimento de outras pessoas. Isso acontece porque a parte do cérebro ligada a empatia – temporoparietal – tem sua atividade reduzida...