Postagens

Distração digital

Imagem
                                       SA Ú DE TOTAL CONVERSAS PSICANALÍTICAS COM O DR. EDUARDO BAUNILHA                                             DISTRAÇÃO DIGITAL Sabe quantas vezes verificamos nosso celular, em média, por dia? 221 vezes. Segundo Hertz (2020), isso soma 3h15min de uso diário médio, quase 1200 horas por ano. Olha que estes dados são de 2020. Certamente os números são bem maiores no momento. A distração digital se tornou tão preocupante que em lugares como Sydney, Tel Aviv e Seul, os urbanistas tomaram a seguinte medida: instalaram luzes de pare/siga nas calçadas para que os pedestres possam perceber e ver se é seguro atravessar a sua sem se desviarem os olhos da tela. Assustador, não é? E quer ver como tal medida deu certo? Na Coreia do Sul, depo...

Adilson Lourenço segue como Coreógrafo da Comissão de Frente da Alegria de Copacabana para o Carnaval 2027

Imagem
  Foto: Divulgação. Adilson Lourenço é um profissional reconhecido por sua atuação marcante na Intendente Magalhães.   A Alegria de Copacabana, pioneira entre as escolas de samba da Zona Sul carioca, segue reforçando seu elenco de talentos em busca do retorno à Série Prata, do Carnaval carioca. Nesse contexto, Adilson Lourenço seguirá à frente da comissão de frente da agremiação. Reconhecido pela atuação marcante na tradicional Avenida Intendente Magalhães, Adilson Lourenço acumula em sua trajetória diversas premiações no segmento, além de notas máximas pelas apresentações coreografadas, e passagens por diferentes escolas de samba. Entusiasmado com a renovação, o coreógrafo celebrou a oportunidade: “Me sinto muito lisonjeado e agradecido por continuar. Só gratidão. A comunidade pode confiar que vou desempenhar novamente o meu trabalho com muito carinho e capricho. Avante, Alegria” , declarou. A expectativa é que Adilson Lourenço repita o desempenho dos últimos desfil...

Wei Wei integra a exposição coletiva “Interfluxo” com pintura abstrata de diálogo intercultural

Imagem
Em sua pintura, a artista explora tensões espaciais e vibrações cromáticas, criando composições que dialogam com a abstração contemporânea e com a herança estética da cultura asiática. A artista visual chinesa Wei Wei é um dos destaques da exposição coletiva “Interfluxo” , que será aberta ao público em 26 de março, na Galeria Belo Brasil, em São José dos Campos. A mostra reúne artistas cujas obras atravessam culturas, memórias e sensibilidades, propondo um campo de reflexão sobre travessias simbólicas, identitárias e contemporâneas, sob curadoria de Cristina Demétrio. Nascida na China e atualmente radicada entre Nova York e Londres, Wei Wei desenvolve uma pesquisa consolidada no campo da pintura abstrata, na qual integra cor expressiva, colagem com papel de arroz e tensão espacial como elementos estruturais de sua linguagem visual. Sua prática estabelece um diálogo singular entre a tradição caligráfica asiática e a abstração da Escola de Nova York, articulando referências do modernis...

O que aconteceu com o ritual de ir ao cinema?

Imagem
  Foto: Divulgação. Durante muito tempo, ir ao cinema foi mais do que assistir a um filme. Era programa, ritual, experiência coletiva. Escolher a sessão, sair de casa, comprar ingresso, sentar na poltrona e esperar a sala escurecer fazia parte de um hábito que movimentava não apenas a indústria, mas também a forma como as pessoas viviam o entretenimento. Hoje, esse ritual parece estar passando por uma mudança importante. Nem mesmo os grandes blockbusters, com orçamentos milionários e campanhas globais, garantem mais o resultado de antes. O cinema segue movimentando cifras enormes, claro, mas já não encontra o público com a mesma facilidade. Produções caríssimas vêm ficando abaixo das expectativas, e até franquias que antes pareciam imbatíveis começam a sentir o desgaste. Mas talvez a questão mais interessante não esteja apenas nos números. O que está em jogo também é comportamento. Ir ao cinema ficou caro. Em muitos casos, um ingresso somado ao tradicional combo de pipoca e...

A Era sem contato

Imagem
                                      SA Ú DE TOTAL CONVERSAS PSICANALÍTICAS COM O DR. EDUARDO BAUNILHA                                          A ERA SEM CONTATO Noreena Hertz conta de uma experiência que teve em um mercado em Manhatan em que sendo monitorada por muitas câmeras não encontrou ninguém para ajuda-la em suas compras - se acaso tivesse alguma dúvida – mas apenas terminais, leitores de códigos de barras para fazer o pagamento. Além da solidão do local, tinha o silêncio que a incomodou muito. Não havia interações. Apenas consumidores tendo uma relação bem objetiva com a máquina. Entendemos que esta é uma tendência que cresceu muito após a pandemia, mas o que isso está fazendo conosco. Talvez seja esta a grande pergunta que devemos levantar: o que toda mudança social incide s...